então, é assim...

...este blog ainda não morreu.... está numa de espécie de coma, e assim também o meu computador... preciso consertar.... ambos, em breve. Como uma espécie de promessa de ano novo...

até

Posted at às 14:12 on terça-feira, 20 de dezembro de 2005 by Postado por alziro neto | 3 comentários   | Filed under:

reza abedini















Nascido em Teerã 1967. Reza Abedini é um artista gráfico de uma sensibilidade única, que imprime em seu trabalho a sutileza e a identidade da cultura árabe. Visita obrigatória.

Posted at às 02:52 on quarta-feira, 24 de agosto de 2005 by Postado por alziro neto | 2 comentários   | Filed under:

e agora josé? parte 1







depois de longos seis anos e meio terminei a faculdade com este trabalho que chama-se . ensaio sobre vazios e barreiras na orla ferroviária do rio de janeiro . aí vão algumas imagens...

Posted at às 23:55 on quinta-feira, 18 de agosto de 2005 by Postado por alziro neto | 2 comentários   | Filed under:

chico buarque, ronald reagan e george bush


O Chico Buarque, em uma noite insone, escreveu o seguinte palíndromo: "ATÉ REAGAN SIBARITA TIRA BISNAGA ERETA"... semprei achei um palíndromo algo fascinante... e este, em especial, pelo uso de um nome estrangeiro... torna-se curioso... irônico.... No entanto, sempre julguei-me incapaz de conseguir algum dia escrever algo realmente interessante... faz já mais de um mês que troquei umas horas de sono por esse palíndromo protesto.... inspirado no chiquinho...claro...

Posted at às 04:24 on terça-feira, 12 de julho de 2005 by Postado por alziro neto | 1 comentários   | Filed under:

retomando 2...

Preciso retomar este blog... preciso retomar este blog.... eu vou retomar este blog.... em breve... bastante breve...

Posted at às 10:46 on quinta-feira, 7 de julho de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

"a ilha desconhecida"



"...Acordou abraçado à mulher da limpeza, e ela a ele, confundidos os corpos, confundidos os beliches, que não se sabe se este é o de bombordo ou o de estibordo. Depois, mal o sol acabou de nascer, o homem e a mulher foram pintar na proa do barco, de um lado e do outro, em letras brancas, o nome que ainda faltava dar à caravela. Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma."

JOSÉ SARAMAGO em "O Conto da Ilha Desconhecida"
foto: Luis Bettencourt. Açores. Ilha Terceira. 2005

Posted at às 03:42 on terça-feira, 24 de maio de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

di cavalcanti di glauber



“Ninguém assistirá ao formidável enterro da tua última quimera, somente a ingratidão, aquela pantera, foi sua companheira inseparável!” é o título original do filme que mostra o velório e o enterro do pintor Di Cavalcanti feito por Glauber Rocha. Com exibição proíbida, no Brasil, desde 1979 o filme está agora novamente acessível (aqui) e deve ser visto por todos.... todos.... todos....

"Filmar meu amigo Di morto é um ato de humor modernista-surrealista que se permite entre artistas renascentes: Fênix/Di nunca morreu. No caso o filme é uma celebração que liberta o morto de sua hipócrita-trágica condição. A Festa, o Quarup - a ressurreição que transcende a burocracia do cemitério. Por que enterrar as pessoas com lágrimas e flores comerciais? Meu filme, cujo título, dado por Alex Viany, é Di-Glauber, expõe duas fases do ritual: o velório no Museu de Arte Moderna e o sepultamento no Cemitério São João Batista. É assim que sepultamos nossos mortos.Chocado pela tristeza de um ato que deveria ser festivo em todos os casos (e sobretudo no caso de um gênio popular como Emiliano di Cavalcanti) projetei o Ritual Alternativo; Meu Funeral Poético, como Di gostaria que fosse, lui. . . o símbolo da Vida... "

GLAUBER ROCHA

Posted at às 03:21 on by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

as minhas palavras

Tenho uma lista de palavras que mais gosto na língua portuguesa. Nem tanto pelo significado, nem tanto pela sonoridade... gosto porque gosto... 'algures' é uma delas.... 'rés-do-chão' outra. Aliás, antes de {alecrins no canavial} este blog quase chamou-se rés-do-chão... Gosto imenso também de 'ainda', 'dentre' e 'd'água'. 'Malta' é das preferidas! Adoro 'torto' e adoro 'tasca'... e ainda 'adro' e 'vitrola' .... pr'além destas ainda algumas outras que no momento me fogem ... mas a tal lista é assim... não hierárquica e um tanto sem por quês... gosto porque gosto.

Posted at às 03:30 on sexta-feira, 20 de maio de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

retomando...



Este blog não morreu.... apenas dormiu.... e vai acordar aos pouquinhos. Talvez mais imagens que textos.

A foto acima foi tirada há duas semanas, é a vista da passarela da mangueira e pretende mostrar a relação contraditória que o eixo ferroviário estabelece com a cidade.... é, ao mesmo tempo, conexão e barreira...

... continua ...

Posted at às 01:44 on sexta-feira, 6 de maio de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

quando os textos são imagens...

Recebi este e.mail de um amigo faz já algum tempo, porém apenas hoje tive o tempo de retomar o blog...

Estava vendo as fotos da viagem da Dina ao Marrocos e lembrei-me de como era engraçado olhar para os letreiros e placas e não entender o que estava escrito. As coisas começaram a se encaixar depois de aprendermos um pouco sobre a língua árabe e então, de uma hora pra outra, passaram a fazer algum sentido. Decifrar os textos em árabe passou a ser nossa diversão ao andarmos pelas cidades marroquinas. Outro dia estava na net e descobri que mais curioso ainda seria um mundo sem textos. Só imagens. Melhor que imaginar é ver este mundo em "The Untitled Project". Matt Siber é um artista americano que trabalha com fotografias e imagens digitais de maneira muito interessante. Entre no sítio http://www.siberart.com e veja também as fotografias da série "Floating Logos".

Um abraço,

Bruno Araújo.

Posted at às 00:54 on domingo, 3 de abril de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

o mau desenho

Sábado

Sessenta por cento dos Palio que andam pelas ruas do Rio de Janeiro possuem a traseira amassada. Esta é uma estatística minha, através da observação exaustiva e indagação contínua. Não vejo Ford KA amassado a torto e a direito por aí, nem Citröen ou mesmo Chevrolet. Mas com o Fiat Palio é diferente. Não passo um dia no trânsito sem encontrar ao menos dois, e este exercício já virou uma obsessão. Basta avistar um Fiat Palio que logo me vem a questão: 'Será que a traseira daquele Palio também está amssada?'. Pois então, após alguma reflexão sobre o tema elaborei três hipóteses que explicam o fato...

. 60% dos motoristas de Palio não possuem carteira de motorista.

. Tudo não passa de mais uma seita, de origem italiana, que revela a continuação da vida de Jesus Cristo... E quem nos garante que se Da Vinci fosse vivo não teria um Fiat Palio... amassado na traseira... ou ainda melhor... Di Cavalcanti (acho que esta... se levada adiante... daria um Campeão-de-Vendas tupiniquim....)

. O Palio possui um erro crasso no seu design! Sua traseira vai além de seu pára-choque!!!! Exatamente por isso que o novo modelo já não possui a traseira arredondada!! O Palio é, no entanto, um bom exempo do mau design. Um bom exemplo das consequências de um mau desenho.

Posted at às 17:35 on sábado, 19 de março de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

o problema dos transportes



O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro escreveu, em um recente artigo no jornal 'O Globo', e de forma genial, qual seria a solução de nosso país... e em algum momento dizia que o governo iria baixar uma nova Medida Provisória acabando com a Lei da Gravidade, obrigando, assim, os brasileiros a voarem(!) e, portanto, acabando de vez com o problema dos transportes.... genial... genial

Posted at às 03:24 on segunda-feira, 14 de março de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

não estou só

Este fim de semana, graças ao Felipe, o Gigante, Barão da Avenida, descobri que não estava só ao relatar minha indignação em relação a interpretação equivocada da canção de Jorge Drexler... aí vai o por que...

Declaração de Walter Salles sobre a premiação no Oscar
Anna Luiza Miller - Divulgação

Mais de 400 pessoas, incluindo nomes tão diversos quanto o ator Javier Bardem, os diretores Alejandro Iñarritu, Alfonso Cuáron, Nelson Pereira dos Santos ou o cantor Lenine assinaram a carta-manifesto contra a exclusão de Jorge Drexler, autor e interprete da canção Al otro lado del río, de Diários de motocicleta, da cerimônia da entrega dos Oscars. Depois da cerimônia de ontem , muitos outros nomes se somaram aos já existentes. Entre eles, Catalina Sandino Moreno, Joshua Marston (diretor de Maria Cheia de Graça), Morgan Spurlock (Supersize Me), entre outros. Nessa segunda-feira, a carta será entregue pessoalmente por Robert Redford, produtor do filme, ao presidente da Academia, Frank Pierson. Pierson, roteirista de filmes como Um dia de cão, foi conselheiro do Instituto Sundance, fundado por Robert Redford.

Íntegra da Carta


- Não poderíamos estar mais felizes, pelo autor maravilhoso que Jorge Drexler é, pelo fato de que uma canção que traduz de forma tão sensível a essência do filme ter sido reconhecida, e, finalmente, pela maneira tão digna com que Drexler recebeu o prêmio. A letra linda que Jorge escreveu para a canção fala das eleições éticas, morais, que devemos fazer na vida. Pois bem,também fiquei feliz pela forma solidária com que toda a equipe que fez o filme se comportou quando os produtores do show que transmitiram a cerimônia não permitiram que Jorge cantasse. Gael Garcia Bernal, que havia sido convidado a apresentar a canção na cerimônia, se recusou a fazê-lo para qualquer pessoa que não fosse Drexler. A força de Diários de Motocicleta está no fato de que esse foi um filme feito de forma coletiva, em família. A alma do filme reside nesse todo onde as peças não são intercambiáveis. Fizemos esse filme com total liberdade, e não havia por que aceitar ou compactuar com qualquer tipo de imposição agora, depois de cinco anos de trabalho. Se aprendemos algo com aqueles dois jovens que elegeram uma margem do rio, é que é preciso lutar por aquilo em que a gente acredita. Era necessário manter a coerência e a integridade do trabalho realizado ao longo de cinco anos por uma equipe que veio de todas as partes da América Latina,e foi essa coerência que Drexler personificou no domingo à noite. Quanto à versão da canção que se ouviu, não tem qualquer semelhança com a versão original que está no filme, tanto na forma quanto no conteúdo. Estava equivocada até no cenário e no figurino. Se nos convidam para essa festa, que nos aceitem como somos, e não como acham que devemos ser.


Walter Salles

Posted at às 13:22 on segunda-feira, 7 de março de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

um dia terei um cão igual ao 'pirata'!

Posted at às 16:40 on terça-feira, 1 de março de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

o bom, o mau e o feio



...então o Jorge Drexler ganha o prêmio e, em seguida (coitado), é obrigado a assitir sua canção ridiculamente interpretada por um 'gato de botas' fanfarrão e um guitarrista bi.fanfarrão a frente de um cenário tetra.fanfarrão! Esta foi sem dúvida a grande injustiça da noite do oscar no maior estilo 'morde e assopra', ou melhor, 'assopra e depois morde' e que é ainda pior.... sugestão. colocassem Drexler e Moska cantando juntos que a interpretação era garantida... e sem cenário mesmo...

Posted at às 16:22 on by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

lissabon m.o.s.

segunda-feira

"Dear Phil, I cannot continue m.o.s.! -- S.O.S.! -- Come to Lisbon with all your stuff a.s.a.p.! Big hug, Fritz."




'LISSABON MIT-OUT SOUND' ou apenas lissabon 'm.o.s' é o nome deste breve ensaio que fiz em uma de minhas andanças pelas ruas de Lisboa... de certa forma inspirado nas andanças de Friedrich Monroe, personagem do filme 'Lisbon Story' de Wim Wenders, que após captar algumas imagens de Lisboa para seu filme chega à conclusão de que não poderia continuar sem som...

Gosto de dizer que são fotografias do vazio... do não- acontecimento em primeiro plano... e gosto do nome LISSABON pela sonoridade que tem... e volto ao Wim Wenders e ao seu olhar único sobre as cidades e seus vazios (outro vazios!)... gosto do silêncio destas duas fotografias e da melancolia das cidades portuguesas, como se pelas ruas, a qualquer momento, fôssemos ouvir um fado a saltar dos becos... assim como gosto de pensar no Rio de Janeiro como uma intenção de Lisboa; que se perdeu... de pensar em Lisboa como uma pequena capital européia, cosmopolita à sua medida... e gosto também da grande cidade portuguesa que é, pelo charme ímpar que possui... ah e como não podia faltar gosto imenso é dos pastéis de nata....

Posted at às 03:34 on terça-feira, 22 de fevereiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

caminhos da arquitetura segundo o aurélio

segunda-feira



ARQUITETURA . [Do lat. architectura.] S.m. 1.Arte de criar espaços organizados e animados, por meio do agenciamento urbano e da edificação, para abrigar os diferentes tipos de atividades humanas.

HUMANO . [Do lat. humanu.] Adj.m. 1.Pertencente ou relativo ao homem.

HOMEM . [Do lat. homine.] S.m. 1.Qualquer indivíduo pertencente à espécie animal que apresenta o maior grau da complexidade na escala evolutiva; o ser humano.

HUMANO . [Do lat. humanu.] Adj.m. 1.Pertencente ou relativo ao homem.

HOMEM . [Do lat. homine.] S.m. 1.Qualquer indivíduo pertencente à espécie animal que apresenta o maior grau da complexidade na escala evolutiva; o ser humano.

HUMANO . [Do lat. humanu.] Adj.m. 1.Pertencente ou relativo ao homem.

HOMEM . [Do lat. homine.] S.m. 1.Qualquer indivíduo pertencente à espécie animal que apresenta o maior grau da complexidade na escala evolutiva; o ser humano.

Posted at às 04:44 on terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

agora sim...

Segunda-feira

Posted at às 04:11 on by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

Minha prima de São Paulo, Gaspari e Safire...

Faz não muito tempo, comecei a ler o Globo com certa regularidade. Sempre assinamos o JB. Porém, certo dia uma prima de São Paulo veio morar conosco; e junto com ela a assinatura mensal do referido periódico. Durante muitas semanas o Globo permaneceu intocado, das sete às dezenove; imóvel. Passado alguns dias resolvi dar uma olhada, quase que por piedade da quantidade de folhas que iam pro lixo sem qualquer aproveitamento maior. Pois bem...

Desde então, entre Zuenir Ventura, as Cartas dos Leitores e um e outro colunista, li esta semana a coluna de Elio Gaspari entitulada 'Safire, um mestre genial da direita' onde informa que William Safire, colunista de direita do jornal americano 'The New York Times', se aposentara. Citando Gaspari, 'Safire pendurou a faca aos 75 anos e 32 de malvadezas, convicções, ironias e estilo. Sbretudo estilo'. E foi neste estilo do 'direitista vitupertaivo' (auto-definição) que Safire desenvolveu seu último artigo para o 'The New York Times'; e que Gaspari comentou em sua coluna.

(nota: você está agora no meio do 'post'. comece aqui.)

O artigo de William Safire chama-se 'How to Read a Column'; onde apresenta 12 conselhos aos leitores dos textos produzidos pela 'espécie de jornalistas que se denominam colunistas'. Abaixo estão 8 deles livremente adaptados pelo colunista Elio Gaspari:

1. Nunca procure o tema de um artigo no primeiro parágrafo. Os colunistas colocam a azeitona lá pela metade do texto. Dá um sabor de exclusividade ao leitor que percebe o valor da informação. Apressado, comece pela metade.

2. Não leia artigos que tratam de dois assuntos. Eles informam apenas que o sábio não conseguiu decidir a respeito do que ia escrever. Safire alerta, entretanto, que 3 assuntos podem dar ao artigo uma forte estabilidade. 'Two's a crowd, but three's a gestalt.'

3. Não se iluda com falsas associações. Os articulistas adoram usar argumentos da esquerda contra a esquerda (Lula contra o PT) ou da direita contra a direita (Delfim Netto contra os juros altos). Em geral não querem dizer nada.

4. Cherchez la source. Pergunte sempre: quem pode ser a fonte deste artigo? A quem interessa isto que está aí? E sempre que um articulista citar uma fonte 'confiável' ou 'autorizada', procure lembra se alguma vez ele já citou uma fonte 'desautorizada' ou 'desconfiável'.

5. Cuidado com a erudição circular. O artista começa seu artigo com uma referência histórica ou com um caso interessante. Lá pelo meio do texto retoma o tema, dando ao leitor a impressão de que sua argumentação era sólida. Muitas vezes ele voltou ao ponto de partida sem ter ido a lugar algum.

6. Cuidado com o reconhecimento de pequenos erros. Ao fazerem isso, os colunistas conseguem um crédito com o leitor que os desobriga de reconhecerem erros de julgamento muito mais sérios.

7. Não perca tempo com polêmica entre colunistas. Quando os observadores viram participantes, os leitores acabam perdendo a verdadeira controvérsia. Estas discussões são como uma fotografias de pinturas de uma escultura.

8. Quando um artigo atroz provocar sua fúria, não mande mensagens agressivas ao autor. Sua fúria o leva a achar que acertou o alvo.

Safire termina o artigo citando Kennedy e se desculpa por só ter revelado tais truques quando já não presisava deles...

Em tempo: o artigo original em inglês pode ser lido no site www.nyt.com basta cadastrar-se, é grátis.

Posted at às 18:19 on quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

da [minha] janela [não] vê-se o redentor...



Posted at às 15:49 on segunda-feira, 24 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

entre árabes e judeus...



"O que significa ser uma menina judia, de nome árabe, vivendo em um país católico, freqüentando escola protestante? O que significa ser uma jornalista brasileira, de origem judaica, cobrindo uma guerra árabe-israelense, nos países árabes, e com posições solidárias aos palestinos? "

Esta semana terminei a leitura deste incrível relato autobigráfico de Helena Salem, publicado em 1991, há 15 anos atrás, e ainda extremamente atual. A autora transmite, de maneira irretocável, toda a angústia vivida ao longo de sua vida contra qualquer tipo de opressão. O livro é, em algumas medidas, um grito a favor das diferenças e da tolerência; contra o etnocentrismo.

Helena Salem viu-se, aos 25 anos, como correspondente internacional do Jornal do Brasil no Egito; encarregada de cobrir a Guerra do Iom Kippur, ou do Ramadan, em outubro de 1973. O livro emociona e implica uma enorme reflexão não apenas sobre o conflito entre árabes e judeus...

"Quando os israelenses massacraram os palestinos nos campos de Sabra e Chatilla , em 1981, participei de um debate convocado pelo Paz, Agora, movimento constituído por judeus progressistas, no Rio. Por coincidência, o debate aconteceu no mesmo Colégio Bennet de minha infância, e seu objetivo era protestar contra a política militarista de Israel. Outros tempos. Falar contra o governo israelense já não significava ser anti-semita, como em 73. Mas para exaltar as justas posições dos progressistas contra o massacre, alguém classificou o primeiro-ministro Menahem Begin de 'mau judeu'. Um judeu que havia saído do bom caminho. E esse alguém começou a discorrer sobre a grandeza do judaísmo, como se tudo que dele viesse fosse bom, e o mau estivesse fora dele. Não é verdade, pensei. Não é preciso mitificar para valorizar. Todas as culturas têm seus bons e maus aspectos, e os mais ou menos, e depende do tempo, da geografia, inclusive também para onde aponta a câmera de quem olha. Antes de ser um bom ou mau judeu, Begin era um péssimo ser humano, racista às avessas, belicista opressor.
Meu pai, como quase todo homem judeu sefardi, também oprimiu a mulher e as filhas. Ele era uma pessoa boa, e um 'bom judeu'. Mas, para mim, como mulher, esse aspecto de sua formação cultural foi ruim. Tanto que, menininha, tive a certeza de que, para viver, teria de me livrar desse fardo. Desse lado 'mau' de ter nascido mulher judia sefardi. A cultura árabe também oprime a mulher, e tem coisas lindíssimas. Há fascínoras e poetas em todas as culturas."

Posted at às 03:02 on sábado, 15 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

só o cabelo...



Outro dia disseram-me que este rapaz aí da direita se parecia comigo... hmmm... pensando bem acho que só o cabelo...

Posted at às 17:52 on sexta-feira, 14 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

palimpsesto urbano



Presenciamos hoje uma total desqualificação dos espaços da cidade do Rio de Janeiro frente à crescente dualidade formal x informal. A cidade cresce seguindo uma lógica informal de produção de espaços que vai além de planejadores urbanos, políticos e empreendedores.

O poder público se mostra cada vez menos capaz de responder à demanda habitacional em uma cidade impregnada de desigualdades e em constante transformação.

A cidade sofreu na última década um esvaziamento de pólos industriais importantes, principalmente devido ao aumento da violência. Grandes fábricas e galpões abandonados surgem em diversos pontos da malha urbana carioca gerando espaços de conflito e atrofia urbana; freqüentemente alvos de invasões irregulares para a habitação.

Estes espaços industriais sub-utilizados representam um grande potencial para a revitalização dessas áreas, servindo como elementos-chave para a transformação de seu entorno imediato.

A presença desses espaços ao lado de favelas, forçando a população a ocupar áreas de risco nas encostas dos morros, representa uma das maiores contradições em uma cidade carente de moradia .

É urgente o desenvolvimento de novas estratégias traçadas sobre métodos formais e informais de produção habitacional e como estes poderiam ser articulados para uma requalificação da cidade do Rio de Janeiro.

Posted at às 03:30 on terça-feira, 11 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

ode ao [a barriga de um arquitecto]

Faz já algum tempo, e portanto já não sei como e por quê, fui parar em um blog chamado [a barriga de um arquitecto] de Daniel Carrapa, arquite(c)to.

O blog, além de sempre muito bem organizado é freqüentemente atualizado; e por vezes já me trouxe muitas surpresas e links interessantes tanto no universo da arquitetura portuguesa e internacional, como nas áreas de design, política, artes e afins.....

Ao decidir tornar-me também 'blogueiro', não consegui imaginar outra referência. Cadastrei-me no blogspot; fiz uns tutoriais de html; obtive algum sucesso; e outros tantos 'desucessos'...

Foi então que entrei na barriga de Daniel Carrapa e graças ao Internet Explorer pude entender como se organiza/personaliza uma página em html; li o código fonte; tomei conhecimento do Photobucket, do Haloscan, do SiteMeter....

Ainda em processo de construção, o {alecrins no canavial} agradece todo o apoio e esclarece que esta semelhança no layout da página não é mera coincidência, mas é temporária....

ainda preciso de um tempo para me acostumar...

em tempo: precisava tirar aquela borda roxa que envolve o logo 'I Power Blogger'.... alguém ajuda?

Posted at às 00:40 on domingo, 9 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

! ! ! viva o theobaldo ! ! !



Posted at às 12:33 on sábado, 8 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

biomega

Quinta-feira


A BIOMEGA é uma empresa dinamarquesa que fabrica bicicletas. O modelo acima foi desenhado especialmente para mulheres e não possui correntes. Os preços variam de 900 à 5.500 euros! Algum interssado? De qualquer maneira, vale uma visita ao site.

Posted at às 01:09 on sexta-feira, 7 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 1 comentários   | Filed under:

cenografia . arquitetura



pra quem não conhece este é o trabalho de cenografia do arquiteto português João Mendes Ribeiro, mas enfim, por hoje já apanhei demais deste BLOG. Outro dia falo mais sobre o assunto.




Posted at às 03:28 on quinta-feira, 6 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under:

intro

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental. Todos nós herdámos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo..."


Pois então é isto que pretende este blog. Guitarras e sanfonas, jasmins coqueiros e fontes, sardinhas e mandiocas... apenas uma exteriorização daquilo que somos, ou melhor do que sou....

até

Posted at às 21:18 on quarta-feira, 5 de janeiro de 2005 by Postado por alziro neto | 0 comentários   | Filed under: